sábado, 19 de março de 2011

Inclusão Social










SUPERAÇÃO ...

Tudo é possível quando o amor e o profissionalismo andam juntos.

Caso Bruna – Escola 16 de Junho - Colorado do Oeste

Segundo diagnóstico médico: Bruna nunca iria falar, mas professores provam que o amor faz a diferença.

Bruna, de dez anos, chegou a escola 16 de Junho, no ano de, 2009 com 08 anos de idade, matriculada no terceiro ano. A aluna de inclusão, a escola a acolheu, no entanto, na época não dispunha professores com habilidades de linguagens de sinais, foi complicado.

A aluna estava na escola e era evidente que alguém precisava atendê-la. Foi quando a professora Alzira Melo Segantini se dispôs a ajudá-la, a qual contou com o apoio incondicional da Direção da escola que imediatamente solicitou a ajuda da Representação de Ensino de Colorado e na soma de esforços a técnica da REN, professora Aparecida Garcia, orientou os primeiros passos, o emprego da linguagem labial.

Na sequência as professoras: Alzira e Claudinéia, junto com a supervisora Valdecira, recorreram a diferentes meios, na busca por estratégias pedagógicas, nesse momento a internet foi de grande utilidade.

Orientados pela professora Aparecida Garcia/REN, a Direção, supervisão e professoras entraram solicitaram do MEC material didático, caminho que no momento não teve grande sucesso considerando que a aluna não estava cadastrada no senso anterior da escola 16 de Junho.

A SEDUC operacionalizou a disponibilidade de hora- extra para a professora Janete Canto, que conta com vastas habilidades na area de atendimento a pessoas surdas e grande conhecimento em LIBRAS. A professora Janete trabalhou com a Bruna, e promoveu cursos de capacitação aos professores nas dependências da escola.

As professoras Regina, Marilza, Vanilza, Claudinéia e Alzira, alternavam entre si, atendendo com profissionalismo e amor, persistindo na inclusão da Bruna dispondo a ela atendimento individual e acompanhamento na sala de aula, mostrando a todos que a segregação é demasiadamente ruim.

Marilza e Regina trabalhavam diariamente com a Bruna, no contra turno, com atividades relacionadas a Linguagem Brasileira de Sinais. O trabalho se estendia de modo a envolver os colegas de sala da Bruna, os quais também aprenderam a se comunicar em LIBRAS e assim foi criado um ambiente onde todos “falavam a mesma língua”.

Para facilitar o entendimento sobre o quadro operacional pedagógico da Escola 16 de Junho, veja como a então diretora - professora Irinéia Rosa Deambrósio, distribuiu as funções: A professora Vanilza na sala abrangida pelo projeto “Mesa Alfabetico Educacional”, a qual se esmerou em realizar cursos especificos na area de LIBRAS; a professora Marilza –responsavel pelo departamento de inclusão-(surdos e mudos) recorria ao laboratório de informática para realizar atividades; fez o curso de pós graduação em Psico-Pedagógia e cursos de LIBRAS. A professora Alzira: titular da sala de aula da qual Bruna fazia parte, participou de inúmeros cursos entre eles: Libras, especialização em Psico Pedagógia, efetivou parcerias com profissionais que realizavam atendimentos a alunos surdos, para buscar novas estratégias de ensino.

A equipe trabalhou com a Bruna, sempre enfatizando a linguagem labial, muitas vezes Bruna colocava as mãos nas cordas vocais das professoras para sentir a vibração dos sons, as quais procuravam falar compassadamente para que ela pudesse ver a linguagem labial.

A escola, via SEDUC, encaminhou a aluna ao atendimento médico especializado na Capital. Foi grande a tristeza da escola ao analisar o diagnóstico, o qual expressava a impossibilidade da aluna conseguir falar, considerando que ela nasceu surda, assim sendo, seria impossível falar. A situação agravou-se ainda mais diante do quadro cruel de diabete que Bruna é acometida, fator que torna inviável a utilização do aparelho para ouvir. O caso era de cirurgia, entretanto essa possibilidade foi logo descartada por conta do risco: diabete/alto risco.

A escola persistiu trabalhando com a linguagem de sinal, todos empenhados em incluir a Bruna através da LIBRAS, e assim em março de 2011 veio a agradável surpresa, quando de repente ao lado da professora a Bruna pronuciou as letras A,B,C, A BRUNA FALOU!!!!

A comoção foi grande. As professoras se emocionaram, soltaram lágrimas ao ver que o impossível aconteceu. Abraçaram Bruna com muita alegria e juntas comemoraram a grande vitória.

Nos dias que se seguiram o desenvolvimento de Bruna foi evidente, cada dia mais surpresas e agora é capaz de juntar letras formando sílabas.

Preocupados com a diabete, todos da escola incluindo ai merendeiras, colegas /alunos, preocupam em manter a Bruna longe de doces e guloseimas que possam lhe prejudicar.

Registra-se que ela busca a inclusão, participa das atividades lúdicas da escola, incluindo atividades teatrais e esportivas. É companheira e amada pelos colegas.

A diretora Cleonice Adriana, unida ao trabalho à tempo iniciado, com amor, não medirá esforços para conseguir especialista que possam orientar a continuidade do trabalho, junto a aluna e aos profissionais da escola.

Bruna, uma história de amor e dedicação. A prova de que com a prática educacional inclusiva, responsável, mediada pela paciência e dedicação é possível fazer a diferença.

Colorado do Oeste, 14/03/2011.






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